Geisy Arruda revela que foi exposta para todo o Brasil pela Record e que não queria se revelar após polêmica do vestido

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Geisy Arruda surpreendeu ao falar sobre o episódio do vestido (Foto: Reprodução)

Há 10 anos, Geisy Arruda foi hostilizada em uma universidade ao aparecer com um mini vestido rosa. Depois disso, foi ao estrelato

Pode não parecer, mas fazem dez anos desde o episódio que mudou a vida de Geisy Arruda, que ficou famosa ao aparecer com um vestido curto na faculdade e foi hostilizada e expulsa da instituição. Em entrevista concedida ao jornal O Globo, ela revelou tudo sobre o que aconteceu na época, desde o momento da humilhação até à repercussão.

“Logo que cheguei à faculdade, ouvi alguns homens assobiando, mas achei que estavam me paquerando. Quando subi a rampa para a sala de aula, no terceiro andar, comecei a pensar que estava um pouco exagerado. Mas foi na hora do intervalo que começou o tumulto generalizado, e a galera resolveu infernizar a minha vida”, disse Geisy Arruda, que prosseguiu.

“Fiquei trancada na sala, por cerca de duas horas, com a minha turma. Tivemos que colocar carteiras diante da porta, porque estavam tentando arrombá-la. Como tinha vidros na parte de cima, as pessoas se penduravam para olhar, até que alguns colegas tiveram a ideia de arrancar folhas dos cadernos para tampá-los. O professor ligou para a polícia, e saí escoltada, coberta com o jaleco dele”, prosseguiu a jovem.

Geisy Arruda
Geisy Arruda e seu famoso vestido rosa (Reprodução/RedeTV)

Ela revelou que não exibiria sua identidade para o Brasil se não fosse uma proposta da Record. “Nas primeiras entrevistas, pedi para não mostrarem o meu rosto e a minha voz. Foi assim até que a TV Record me ofereceu um advogado. Aceitei porque, na época, ganhava R$ 400 por mês, cortando frango e fatiando mortadela na parte de frios de um mercadinho da minha rua. Jamais poderia arcar com os custos para mover um processo”, disse Geisy Arruda.

A famosa ainda revelou um grupo que a defendeu na época. “As feministas me ajudaram muito. Lembro-me de ver, no jornal, a foto de um protesto em frente à faculdade e chorar compulsivamente por uns dez minutos. Foi quando pensei: ‘aquela menina que foi xingada por três mil pessoas não está sozinha’”, disse a jovem.

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