Ayrton Senna manda recado emocionante em carta psicografada e confessa: “Não tinha forças”

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O famoso corredor e ex-namorado de Adriane Galisteu, Ayrton Senna (Foto: Divulgação)

O ex-namorado de Adriane Galisteu, o famoso piloto da Fórmula 1, Ayrton Senna deixa recado para seus familiares e fãs

O famoso piloto da Fórmula 1, que foi três vezes campeão mundial, nos anos de 1988, 1990 e 1991, Ayrton Senna deixou uma grande marca no coração de todos os brasileiros. Isso porque, o empresário morreu no auge de sua carreira no dia 1 de maio de 1994, durante uma corrida de F1, após bater seu carro em uma barreira de concreto e, é claro, que isso deixou um imenso vazio na vida de seus familiares, amigos e fãs que torciam tanto para o artista. No entanto, tentando acalmar os sentimentos de todos, o profissional mandou um recado.

Alguns anos atrás, o corredor afirmou que havia se deixado levar pela euforia do momento e que não ouviu os seus instintos e graças a isso, antecipou o seu retorno ao mundo dos espíritos. “Não culpo outros. Várias foram às vezes em que fui alertado na minha trajetória, nas pistas de competição automobilística, principalmente nos últimos tempos. Simples pensamentos, que me falavam constantemente para abandonar as corridas até a falta de velocidade, e eu achando que era defeito do carro, o que na verdade não era. A falta de coragem em correr mais, às vezes deixava-me sem entender tal comportamento”, disse.

Na carta psicografada, Ayrton Senna afirmou que não respeitou os seus limites e que dia após dia, cobrava mais e mais de si mesmo. “Não respeitei o meu limite, achava muito pouco, não dei ouvidos a minha consciência, chamando e alertando para o momento de parar. Somente agora, neste momento, percebo a realidade”. Durante o seu desabafo, o famoso ainda disse que chegou a discutir com o fundador e dirigente da equipe de Fórmula 1.

“Por várias vezes, eu e Frank Williams, discutimos reservadamente sobre o meu limite de velocidade. Percebia a minha falta de rendimento para correr mais, facilitando assim outras escuderias a subirem ao pódio, o que me deixava sem ponto neste campeonato. Isto me chateava, e ultimamente sentia uma certa frustração, não vendo um resultado satisfatório que fizesse jus ao meu contrato com a Williams. O Sr. Frank me dizia que temia eu não conseguir acompanhar a potência do motor do novo carro, tão bem preparado para mim, temendo chegar ao final da temporada com um baixo resultado”.

O piloto chegou a declarar que a voz de sua consciência falava mais forte dentro de si e tentava alertar o perigo que já se encontrava bem próximo, mas ele resolveu ignorar. “O acidente do Rubinho, a morte do companheiro da Áustria, foram, sem dúvida, um forte aviso. Senti um abalo terrível, senti uma agonia muito grande, era tudo muito estranho. Lutei, debati, denunciei. Mas não parei, não voltei atrás, não voltaria, nunca voltei. Provaria com a minha coragem, à minha equipe, que nós éramos os melhores. Provaria era só esperar”.

Ayrton Senna teve o seu posto colocado em risco e Frank pediu para que ele tomasse alguma atitude. “Preocupado e pensativo fui para o Box onde estava meu carro, fiquei apoiado pensando por alguns segundos, quando veio à memória, como num filme, tudo quanto já tinha conquistado. Se eu quisesse, poderia naquele momento, jogar tudo para o alto e desfazer o contrato, mesmo com grandes prejuízos”.

O ex-namorado de Adriane Galisteu pensou em largar tudo momentos antes de sua corrida final, mas algo mudou. “Passados alguns momentos algo estranho domina-me. Ouvia a voz de Frank Williams ao meu lado dizendo-me: corra! Corra! Homem! Este é o momento!… Não, não poderia ser verdade, além de ouvir a sua voz, ele estava alí ao meu lado. Como poderia? Estava sentado junto de mim! Eu estava ficando louco?…”.

“Olho no retrovisor para certificar do que estava acontecendo ao meu redor. Não vejo os companheiros retardatários e sim a imagem fixa dos cavalos correndo em alta velocidade, como querendo alcançar-me. Volto a olhar para a frente, também não vejo nada familiar, só uma grande reta. De repente, um silencio me invade, só um estrondo percebo. Olho para ambos os lados, estou só. Olho no retrovisor, não vejo mais ninguém, nem cavalos nem bigas… Falou-me a voz, a voz da minha consciência, agora mais do que nunca viva, frente a frente, sem esperar para a depois cobrança dos meus atos. Era como um porteiro de teatro a só deixar passar para o outro lado quando da apresentação do ingresso. Assim estava me sentindo e ouvindo a sua quase sentença”.

Nos últimos momentos de sua vida, o famoso percebeu o que estava prestes a aconteceu, entretanto, já não havia mais nada que ele pudesse fazer, pois sua decisão já tinha sido tomada. “A reta continuava sem fim, sentia-me sonolento, não ouvia mais a voz, fui sentindo um adormecimento. Uma voz foi acalentando-me, tudo foi se tornando em um silêncio profundo. Queria falar, mas não tinha forças, estava anestesiado. Só ouvia agora um canto suave… dormi…”.

Carta de Rui Fernandes Morgado.

Adriane Galisteu e Ayrton Senna (Foto: Reprodução)
Adriane Galisteu e Ayrton Senna (Foto: Reprodução)



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